Nada parece desconhecido e, no entanto, é distante...
a
viagem de regresso ao início... para poder limpar tudo e começar
naquele ponto em que se sente cada partícula, a sua textura, o seu
cheiro
ir ao início e sentir aquele crescente em que o que está para vir é sempre mais
ouvir o som das folhas que se agitam e perceber o vento que lhes toca, ou a ave que agitou as suas penas
tocar no chão, tocar na terra molhada, nas gotas frias pousadas na relva à espera que algo as leve até à terra
as ervas daninhas que teimam em ser mais fortes e seguem o seu caminho, traçado por si mesmas
sentir os espinhos de uma roseira que anseia pelo toque
e por fim olhar em volta, as árvores, o céu... a ave que voa lá no alto...imperturbável
voltar a descobrir o conhecido
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Correr
Correr, correr, correr,...
Sentir o vento, o chão que passa, a respiração acelerada, o trovejar cá dentro ansioso por libertação...
Sentir o vento com os olhos, com os ouvidos, com o nariz, com o cabelo, com os lábios, com as mãos...
Os pés! Os pés que começam a querer sentir a textura da terra... daquelas pequenas gotas de água que se acumulam sobre a vegetação quando o tempo refresca...
E... correr, correr, correr...
Como se o "antes" deixasse de estar lá e só existisse o que chega a cada passada e tudo o que está para vir
A ânsia... sempre a ânsia! Pela corrida, pelo vento, pela terra...
Sentir o vento, o chão que passa, a respiração acelerada, o trovejar cá dentro ansioso por libertação...
Sentir o vento com os olhos, com os ouvidos, com o nariz, com o cabelo, com os lábios, com as mãos...
Os pés! Os pés que começam a querer sentir a textura da terra... daquelas pequenas gotas de água que se acumulam sobre a vegetação quando o tempo refresca...
E... correr, correr, correr...
Como se o "antes" deixasse de estar lá e só existisse o que chega a cada passada e tudo o que está para vir
A ânsia... sempre a ânsia! Pela corrida, pelo vento, pela terra...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Partir
Partir...
para ser,
para não estar,
para ficar...
para sentir,
para ouvir,
para gritar...
para ver,
para querer,
para tocar...
para crescer,
para correr,
para cheirar...
Partir, sem olhar para trás...
para ser,
para não estar,
para ficar...
para sentir,
para ouvir,
para gritar...
para ver,
para querer,
para tocar...
para crescer,
para correr,
para cheirar...
Partir, sem olhar para trás...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Silêncio

Quando se sente um certo turbilhão de sons... porém imerso num silêncio cristalino... que por vezes se torna turvo... um silêncio perturbado que anseia por ar...
Sempre a ânsia...
Chegar a uma estação qualquer... e andar entre os demais, entre os mesmos, entre os iguais... entre os de sempre, porém desconhecidos...
Andar, andar até que a vontade por algo faz parar e procurar um banco... onde pousar a mochila, e sentir apenas o silêncio louco e agitado...
Vontade de questionar... com um bloco de notas numa mão e um lápis de carvão na outra... anotar todos os pensamentos, ideias, filosofias... na ânsia de não esquecer...
Sempre a ânsia...
A vontade de mais... num silêncio transtornado...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Papel para deitar fora
Escrever, escrever... aquele escrever de amachucar o papel no fim e deitar fora...
O pensamento aqui e já... distante e presente... preso ao olhar perdido pensando no tudo e em nada... ao mesmo tempo...
O tempo que passa... o tempo... que não espera... porque esperar então por algo que não faz parte do tempo real...? A que tempo pertence o sonho? O que é o sonho senão a projecção de vontades presentes e adiadas?
Pensante...
A crítica sempre presente, sempre a tentar perceber qual o degrau, a prateleira, o ramo em que existe tudo em volta... a que distância está a mudança, o buraco, o suor, o choro, o riso... o vento que passa rápido e torbulento pelos cabelos... o sol forte que faz fechar os olhos... a chuva que arrepia e conforta...
Onde? Onde existe o agora? Onde são reais as vontades?
Hmm... está tudo aqui... perto, simples e aqui...
O pensamento aqui e já... distante e presente... preso ao olhar perdido pensando no tudo e em nada... ao mesmo tempo...
O tempo que passa... o tempo... que não espera... porque esperar então por algo que não faz parte do tempo real...? A que tempo pertence o sonho? O que é o sonho senão a projecção de vontades presentes e adiadas?
Pensante...
A crítica sempre presente, sempre a tentar perceber qual o degrau, a prateleira, o ramo em que existe tudo em volta... a que distância está a mudança, o buraco, o suor, o choro, o riso... o vento que passa rápido e torbulento pelos cabelos... o sol forte que faz fechar os olhos... a chuva que arrepia e conforta...
Onde? Onde existe o agora? Onde são reais as vontades?
Hmm... está tudo aqui... perto, simples e aqui...
quarta-feira, 15 de junho de 2011
Mais
Desapertar aquela vontade... deixá-la correr...
Ser lá no alto... ir e voltar...
Querer tudo... ser e sentir...
Respiração acelerada de quem tudo quer naquele instante... de quem tem a mente cheia de sonhos... o mundo é aquele sítio perdido onde poisa o olhar... o olhar que sente o que vê... e gosta de ver o que sente... As mãos que tocam, que sentem, que vêem... as irregularidades, as esquinas desse mundo que vira tudo do avesso... e trás o vento e a chuva e o sol...
... o mundo que tudo tem... que tem o espaço, a vontade, o tempo e a força para ser mais...
Ser lá no alto... ir e voltar...
Querer tudo... ser e sentir...
Respiração acelerada de quem tudo quer naquele instante... de quem tem a mente cheia de sonhos... o mundo é aquele sítio perdido onde poisa o olhar... o olhar que sente o que vê... e gosta de ver o que sente... As mãos que tocam, que sentem, que vêem... as irregularidades, as esquinas desse mundo que vira tudo do avesso... e trás o vento e a chuva e o sol...
... o mundo que tudo tem... que tem o espaço, a vontade, o tempo e a força para ser mais...
terça-feira, 7 de junho de 2011
Parar e sentir e ser
O tempo que é, que foi, que poderá vir...
As vontades
Desejos de mais... de ar... de vida...
A falta de sentido...
O vazio e a ânsia...
(sem olhos nem ouvidos...)
A necessidade...
A certeza...
As lamentações...
A vontade de escrever aquilo que "soa mal"...
O alívio que não chega...
Parar e sentir e ser
(diz que fica mais demorado com isso...)
As vontades
Desejos de mais... de ar... de vida...
A falta de sentido...
O vazio e a ânsia...
(sem olhos nem ouvidos...)
A necessidade...
A certeza...
As lamentações...
A vontade de escrever aquilo que "soa mal"...
O alívio que não chega...
Parar e sentir e ser
(diz que fica mais demorado com isso...)
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Saltar
O salto... apenas isso...

A força para saltar, aqui e agora...
A confiança e o conforto... e o receio... aqui e agora...
É um vento... que chega a cada dia, a cada manhã... Não é apenas vento, é força, é conforto, é a "não-solidão" de sentir a brisa na cara... a energia que embala todo o corpo, que agita a mente... O vento que toca ora ao de leve, ora cheio de fúria... mas sempre o vento... tão necessário... tão presente.
É o vento e o tempo... o tempo e o vento... porque o vento leva o tempo... e com ele tudo o que destrói... fica só o leve ondular de cabelos... a tranquilidade... o vazio e aquilo que preenche.
A pedra... o vento, porque já não existe tempo... A pedra que está no sítio certo, una e só em toda a sua envolvência... e deixa que o vento chegue e fique... e longas conversas... e longas partilhas... histórias, sonhos...ali, simplesmente ali.
O fogo... o fogo que aquece a pedra e o vento... O vento e o fogo que aconchegam a pedra e a fazem rodopiar na sua essência, que a fazem ascender... ruborizar-se... crescer em direcção ao que não tem limite...
A terra e o vento e o fogo e a pedra... juntos a apreciar toda a cumplicidade das pequenas gotas que juntas cortam o ar e descem calmas, ansiosas pelo toque... a querer sentir uma nova realidade... desconhecida... e ao mesmo tempo tão familiar... a querer sentir que podem fazer parte do vento, deixando-se guiar pelos seus devaneios, que podem fazer parte da pedra tão cheia de vida... podem alimentar a pedra, podem sentir o fogo em cada pedacinho da sua pequena forma...
A lua desce e fica de longe... algures a contemplar toda a união... simples e forte
A força que cresce...

A força para saltar, aqui e agora...
A confiança e o conforto... e o receio... aqui e agora...
É um vento... que chega a cada dia, a cada manhã... Não é apenas vento, é força, é conforto, é a "não-solidão" de sentir a brisa na cara... a energia que embala todo o corpo, que agita a mente... O vento que toca ora ao de leve, ora cheio de fúria... mas sempre o vento... tão necessário... tão presente.
É o vento e o tempo... o tempo e o vento... porque o vento leva o tempo... e com ele tudo o que destrói... fica só o leve ondular de cabelos... a tranquilidade... o vazio e aquilo que preenche.
A pedra... o vento, porque já não existe tempo... A pedra que está no sítio certo, una e só em toda a sua envolvência... e deixa que o vento chegue e fique... e longas conversas... e longas partilhas... histórias, sonhos...ali, simplesmente ali.
O fogo... o fogo que aquece a pedra e o vento... O vento e o fogo que aconchegam a pedra e a fazem rodopiar na sua essência, que a fazem ascender... ruborizar-se... crescer em direcção ao que não tem limite...
A terra e o vento e o fogo e a pedra... juntos a apreciar toda a cumplicidade das pequenas gotas que juntas cortam o ar e descem calmas, ansiosas pelo toque... a querer sentir uma nova realidade... desconhecida... e ao mesmo tempo tão familiar... a querer sentir que podem fazer parte do vento, deixando-se guiar pelos seus devaneios, que podem fazer parte da pedra tão cheia de vida... podem alimentar a pedra, podem sentir o fogo em cada pedacinho da sua pequena forma...
A lua desce e fica de longe... algures a contemplar toda a união... simples e forte
A força que cresce...
terça-feira, 26 de abril de 2011
Avião
Aquele avião lá bem no alto que voa... que marca no seu o trajecto, firme... intocável, parecendo tão impossível de perturbar...
Aquele avião que vai subindo, cortando o ar sem perder as forças...
Aquele avião que segue a sua própria rota.
Aquele avião que sabe para onde vai.
A viagem...
Aquele avião que vai subindo, cortando o ar sem perder as forças...
Aquele avião que segue a sua própria rota.
Aquele avião que sabe para onde vai.
A viagem...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Querer
Querer o mundo... inteiro... perto, bem junto Querer partir Querer voar Querer libertar A necessidade irracional
terça-feira, 8 de março de 2011
Toque
O toque da chuva...
O primeiro toque... a primeira gota... sentir a chuva que vem do imenso...
Não agarras as gotas... mas podes senti-las a chegar até ti... a percorrer, traçar caminhos, livres...
A chuva... tão cheia de vida, trazendo um novo olhar... uma nova esperança
Cada gota... cada trajecto... uma viagem descendente até atingir cada pedaço de ser, de terra...
A chuva na cara...
Na calçada...
No telhado...
No vidro...
Nas folhas verdes, amarelas, castanhas, vermelhas...

O primeiro toque... a primeira gota... sentir a chuva que vem do imenso...
Não agarras as gotas... mas podes senti-las a chegar até ti... a percorrer, traçar caminhos, livres...
A chuva... tão cheia de vida, trazendo um novo olhar... uma nova esperança
Cada gota... cada trajecto... uma viagem descendente até atingir cada pedaço de ser, de terra...
A chuva na cara...
Na calçada...
No telhado...
No vidro...
Nas folhas verdes, amarelas, castanhas, vermelhas...

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011
Assim
Como o vento que todos os dias chega diferente e envolve... e rodopia... que foge por entre os dedos...
Como a areia fria ao inicio da manhã, que aquece ao longo do dia... libertando o calor confortante quando chega a noite... a areia que foge por entre os dedos
Não vou deixar fugir... não quero...
Fechar os olhos, sentir... esse vento, essa areia... essa existência
Intenso
Livre
Forte
Próximo
Como a areia fria ao inicio da manhã, que aquece ao longo do dia... libertando o calor confortante quando chega a noite... a areia que foge por entre os dedos
Não vou deixar fugir... não quero...
Fechar os olhos, sentir... esse vento, essa areia... essa existência
Intenso
Livre
Forte
Próximo
sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011
Arrancar
Porque tem de estar sempre presente a dualidade, a dúvida... a dor?
Arrancar tudo cá bem de dentro... tão doloroso... e vago...
Aquela flor a quem arrancas as pétalas... a formiga a quem arrancas as patas... a mosca a quem arrancas as asas...
A dúvida que percorre... que mostra que as coisas não podem ser simples
A dúvida que existe... somente em mim...
A solidão no meio da dúvida...
A dor no meio da dúvida....
Esperança? Talvez exista... talvez não... é tudo demasiado enevoado...
Se eu pudesse arrancar...
a mochila
o peso
a dúvida
a dor
aquilo que faz vacilar... vacilar sempre...
A certeza e a dúvida sempre presentes...
Como?
Arrancar tudo cá bem de dentro... tão doloroso... e vago...
Aquela flor a quem arrancas as pétalas... a formiga a quem arrancas as patas... a mosca a quem arrancas as asas...
A dúvida que percorre... que mostra que as coisas não podem ser simples
A dúvida que existe... somente em mim...
A solidão no meio da dúvida...
A dor no meio da dúvida....
Esperança? Talvez exista... talvez não... é tudo demasiado enevoado...
Se eu pudesse arrancar...
a mochila
o peso
a dúvida
a dor
aquilo que faz vacilar... vacilar sempre...
A certeza e a dúvida sempre presentes...
Como?
segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011
Chão
Se ao menos pudesse tudo ser tão simples como descalçar as meias e sentir o chão frio...
Se fosse apenas encostar a cara numa poça de água gélida... e fechar os olhos...
Se fosse possível desligar...
... ter um botão off...
... poder ser apenas aquela erva daninha que cresce entre as pedras da calçada
Se fosse apenas encostar a cara numa poça de água gélida... e fechar os olhos...
Se fosse possível desligar...
... ter um botão off...
... poder ser apenas aquela erva daninha que cresce entre as pedras da calçada
segunda-feira, 24 de janeiro de 2011
Existência
Como paredes... que vão caindo em volta... e que aí permanecerão para sempre... no chão.
Olhar em volta e ver que é tudo como um grande ciclo, por vezes de minutos, em que o mundo sobe e o mundo desce... e depois sobe... até meio e cái... e anda ali frágil..tão preso por um fio, que está sempre a fraquejar... que estica estica... mas vái quebrando...
Cansaço? Respeito? Tempo?
Aaaargh... não.
Como um crescente de emoções, contradições, irritação... em que o respeito não existe, não existe espaço para tal...
Desaba...
Olhar em volta e ver que é tudo como um grande ciclo, por vezes de minutos, em que o mundo sobe e o mundo desce... e depois sobe... até meio e cái... e anda ali frágil..tão preso por um fio, que está sempre a fraquejar... que estica estica... mas vái quebrando...
Cansaço? Respeito? Tempo?
Aaaargh... não.
Como um crescente de emoções, contradições, irritação... em que o respeito não existe, não existe espaço para tal...
Desaba...
sábado, 22 de janeiro de 2011
Lá
A loucura
A loucura que está
A loucura que se entranha
A loucura que dói
São voltas e voltas nos dias
A pequenez e a grandiosidade
Emiscíveis e inseparáveis...
A loucura
... e dói
... e mói
... e continuarás aqui
O desassossego
O mundo treme... treme sempre
... e dói
A loucura
que está
que é
que dói
E sabes que sempre será assim
... e mói e corrói
Palavras?
Nada são...
A loucura que está
A loucura que se entranha
A loucura que dói
São voltas e voltas nos dias
A pequenez e a grandiosidade
Emiscíveis e inseparáveis...
A loucura
... e dói
... e mói
... e continuarás aqui
O desassossego
O mundo treme... treme sempre
... e dói
A loucura
que está
que é
que dói
E sabes que sempre será assim
... e mói e corrói
Palavras?
Nada são...
domingo, 16 de janeiro de 2011
aqui... e em lado nenhum
porque sei que estás aqui bem presente... e sei que ao mesmo tempo estás em lado nenhum...
sei que estás enclausurada aqui...
sei que o mundo é tão maior lá fora...
sei que aqui o fim um dia chegará...
sei que estás... sei que queres...
sei que nada sabes (talvez seja eu que nada saiba) e tudo queres...
sei que estás enclausurada aqui...
sei que o mundo é tão maior lá fora...
sei que aqui o fim um dia chegará...
sei que estás... sei que queres...
sei que nada sabes (talvez seja eu que nada saiba) e tudo queres...
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