quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Início

Nada parece desconhecido e, no entanto, é distante...

a viagem de regresso ao início... para poder limpar tudo e começar naquele ponto em que se sente cada partícula, a sua textura, o seu cheiro

ir ao início e sentir aquele crescente em que o que está para vir é sempre mais


ouvir o som das folhas que se agitam e perceber o vento que lhes toca, ou a ave que agitou as suas penas


tocar no chão, tocar na terra molhada, nas gotas frias pousadas na relva à espera que algo as leve até à terra


as ervas daninhas que teimam em ser mais fortes e seguem o seu caminho, traçado por si mesmas


sentir os espinhos de uma roseira que anseia pelo toque


e por fim olhar em volta, as árvores, o céu... a ave que voa lá no alto...imperturbável


voltar a descobrir o conhecido

Sem comentários:

Enviar um comentário