Hoje arde... veloz, crepitante... ensurdecedor...
E queima as pestanas e o cabelo
E desfaz
Eleva-se com o vento e percorre tudo à volta.
quinta-feira, 29 de março de 2012
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Chove
Chove... chove muito lá fora...
Os vidros
O chão
O frio
Hoje chove
Gritam... Gritam os ouvidos e os olhos
Chove
Os vidros
O chão
O frio
Hoje chove
Gritam... Gritam os ouvidos e os olhos
Chove
quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Início
Nada parece desconhecido e, no entanto, é distante...
a viagem de regresso ao início... para poder limpar tudo e começar naquele ponto em que se sente cada partícula, a sua textura, o seu cheiro
ir ao início e sentir aquele crescente em que o que está para vir é sempre mais
ouvir o som das folhas que se agitam e perceber o vento que lhes toca, ou a ave que agitou as suas penas
tocar no chão, tocar na terra molhada, nas gotas frias pousadas na relva à espera que algo as leve até à terra
as ervas daninhas que teimam em ser mais fortes e seguem o seu caminho, traçado por si mesmas
sentir os espinhos de uma roseira que anseia pelo toque
e por fim olhar em volta, as árvores, o céu... a ave que voa lá no alto...imperturbável
voltar a descobrir o conhecido
a viagem de regresso ao início... para poder limpar tudo e começar naquele ponto em que se sente cada partícula, a sua textura, o seu cheiro
ir ao início e sentir aquele crescente em que o que está para vir é sempre mais
ouvir o som das folhas que se agitam e perceber o vento que lhes toca, ou a ave que agitou as suas penas
tocar no chão, tocar na terra molhada, nas gotas frias pousadas na relva à espera que algo as leve até à terra
as ervas daninhas que teimam em ser mais fortes e seguem o seu caminho, traçado por si mesmas
sentir os espinhos de uma roseira que anseia pelo toque
e por fim olhar em volta, as árvores, o céu... a ave que voa lá no alto...imperturbável
voltar a descobrir o conhecido
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
Correr
Correr, correr, correr,...
Sentir o vento, o chão que passa, a respiração acelerada, o trovejar cá dentro ansioso por libertação...
Sentir o vento com os olhos, com os ouvidos, com o nariz, com o cabelo, com os lábios, com as mãos...
Os pés! Os pés que começam a querer sentir a textura da terra... daquelas pequenas gotas de água que se acumulam sobre a vegetação quando o tempo refresca...
E... correr, correr, correr...
Como se o "antes" deixasse de estar lá e só existisse o que chega a cada passada e tudo o que está para vir
A ânsia... sempre a ânsia! Pela corrida, pelo vento, pela terra...
Sentir o vento, o chão que passa, a respiração acelerada, o trovejar cá dentro ansioso por libertação...
Sentir o vento com os olhos, com os ouvidos, com o nariz, com o cabelo, com os lábios, com as mãos...
Os pés! Os pés que começam a querer sentir a textura da terra... daquelas pequenas gotas de água que se acumulam sobre a vegetação quando o tempo refresca...
E... correr, correr, correr...
Como se o "antes" deixasse de estar lá e só existisse o que chega a cada passada e tudo o que está para vir
A ânsia... sempre a ânsia! Pela corrida, pelo vento, pela terra...
quinta-feira, 14 de julho de 2011
Partir
Partir...
para ser,
para não estar,
para ficar...
para sentir,
para ouvir,
para gritar...
para ver,
para querer,
para tocar...
para crescer,
para correr,
para cheirar...
Partir, sem olhar para trás...
para ser,
para não estar,
para ficar...
para sentir,
para ouvir,
para gritar...
para ver,
para querer,
para tocar...
para crescer,
para correr,
para cheirar...
Partir, sem olhar para trás...
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Silêncio

Quando se sente um certo turbilhão de sons... porém imerso num silêncio cristalino... que por vezes se torna turvo... um silêncio perturbado que anseia por ar...
Sempre a ânsia...
Chegar a uma estação qualquer... e andar entre os demais, entre os mesmos, entre os iguais... entre os de sempre, porém desconhecidos...
Andar, andar até que a vontade por algo faz parar e procurar um banco... onde pousar a mochila, e sentir apenas o silêncio louco e agitado...
Vontade de questionar... com um bloco de notas numa mão e um lápis de carvão na outra... anotar todos os pensamentos, ideias, filosofias... na ânsia de não esquecer...
Sempre a ânsia...
A vontade de mais... num silêncio transtornado...
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Papel para deitar fora
Escrever, escrever... aquele escrever de amachucar o papel no fim e deitar fora...
O pensamento aqui e já... distante e presente... preso ao olhar perdido pensando no tudo e em nada... ao mesmo tempo...
O tempo que passa... o tempo... que não espera... porque esperar então por algo que não faz parte do tempo real...? A que tempo pertence o sonho? O que é o sonho senão a projecção de vontades presentes e adiadas?
Pensante...
A crítica sempre presente, sempre a tentar perceber qual o degrau, a prateleira, o ramo em que existe tudo em volta... a que distância está a mudança, o buraco, o suor, o choro, o riso... o vento que passa rápido e torbulento pelos cabelos... o sol forte que faz fechar os olhos... a chuva que arrepia e conforta...
Onde? Onde existe o agora? Onde são reais as vontades?
Hmm... está tudo aqui... perto, simples e aqui...
O pensamento aqui e já... distante e presente... preso ao olhar perdido pensando no tudo e em nada... ao mesmo tempo...
O tempo que passa... o tempo... que não espera... porque esperar então por algo que não faz parte do tempo real...? A que tempo pertence o sonho? O que é o sonho senão a projecção de vontades presentes e adiadas?
Pensante...
A crítica sempre presente, sempre a tentar perceber qual o degrau, a prateleira, o ramo em que existe tudo em volta... a que distância está a mudança, o buraco, o suor, o choro, o riso... o vento que passa rápido e torbulento pelos cabelos... o sol forte que faz fechar os olhos... a chuva que arrepia e conforta...
Onde? Onde existe o agora? Onde são reais as vontades?
Hmm... está tudo aqui... perto, simples e aqui...
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