quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Início

Nada parece desconhecido e, no entanto, é distante...

a viagem de regresso ao início... para poder limpar tudo e começar naquele ponto em que se sente cada partícula, a sua textura, o seu cheiro

ir ao início e sentir aquele crescente em que o que está para vir é sempre mais


ouvir o som das folhas que se agitam e perceber o vento que lhes toca, ou a ave que agitou as suas penas


tocar no chão, tocar na terra molhada, nas gotas frias pousadas na relva à espera que algo as leve até à terra


as ervas daninhas que teimam em ser mais fortes e seguem o seu caminho, traçado por si mesmas


sentir os espinhos de uma roseira que anseia pelo toque


e por fim olhar em volta, as árvores, o céu... a ave que voa lá no alto...imperturbável


voltar a descobrir o conhecido

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

Correr

Correr, correr, correr,...

Sentir o vento, o chão que passa, a respiração acelerada, o trovejar cá dentro ansioso por libertação...

Sentir o vento com os olhos, com os ouvidos, com o nariz, com o cabelo, com os lábios, com as mãos...

Os pés! Os pés que começam a querer sentir a textura da terra... daquelas pequenas gotas de água que se acumulam sobre a vegetação quando o tempo refresca...

E... correr, correr, correr...

Como se o "antes" deixasse de estar lá e só existisse o que chega a cada passada e tudo o que está para vir

A ânsia... sempre a ânsia! Pela corrida, pelo vento, pela terra...