segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Assim

Como o vento que todos os dias chega diferente e envolve... e rodopia... que foge por entre os dedos...

Como a areia fria ao inicio da manhã, que aquece ao longo do dia... libertando o calor confortante quando chega a noite... a areia que foge por entre os dedos

Não vou deixar fugir... não quero...

Fechar os olhos, sentir... esse vento, essa areia... essa existência

Intenso

Livre

Forte

Próximo

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Arrancar

Porque tem de estar sempre presente a dualidade, a dúvida... a dor?
Arrancar tudo cá bem de dentro... tão doloroso... e vago...

Aquela flor a quem arrancas as pétalas... a formiga a quem arrancas as patas... a mosca a quem arrancas as asas...

A dúvida que percorre... que mostra que as coisas não podem ser simples
A dúvida que existe... somente em mim...

A solidão no meio da dúvida...
A dor no meio da dúvida....

Esperança? Talvez exista... talvez não... é tudo demasiado enevoado...

Se eu pudesse arrancar...

a mochila

o peso

a dúvida

a dor

aquilo que faz vacilar... vacilar sempre...

A certeza e a dúvida sempre presentes...

Como?

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Chão

Se ao menos pudesse tudo ser tão simples como descalçar as meias e sentir o chão frio...

Se fosse apenas encostar a cara numa poça de água gélida... e fechar os olhos...

Se fosse possível desligar...
... ter um botão off...

... poder ser apenas aquela erva daninha que cresce entre as pedras da calçada